Rock in Rio · WhatsApp · 2024
Design Conversacional e UX Writing para o chatbot de acessibilidade do Rock in Rio — experiência inclusiva para pessoas com deficiência, com foco em linguagem simples, acessibilidade cognitiva e leitura assistiva.
Atuei no desenvolvimento da experiência conversacional do chatbot de acessibilidade do Rock in Rio, criado para apoiar pessoas com deficiência durante a jornada no festival.
O foco era transformar informações críticas em uma experiência clara, acessível e acolhedora, considerando diferentes contextos de acessibilidade e leitura assistiva.
Estruturei fluxos conversacionais, arquitetura de conteúdo e diretrizes de linguagem com foco em acessibilidade cognitiva, clareza textual e redução de esforço durante a interação.
A pesquisa revelou que as principais dores do público PCD não estavam apenas na disponibilidade de recursos, mas na dificuldade de acessar informações críticas com rapidez, autonomia e clareza durante o evento.
A partir de entrevistas e validações com usuários, mapeamos fricções relacionadas a mobilidade, localização de serviços, leitura assistiva e sobrecarga cognitiva em contexto de festival.
Informações sobre acesso físico, rotas adaptadas e pontos de suporte.
Dificuldade em encontrar serviços específicos com rapidez e autonomia.
Emojis e formatação excessiva quebram o ritmo em leitores de tela.
Excesso de informação em contexto de festival gera abandono.
Necessidade de acionar monitores com clareza e agilidade.
Em contexto de festival, clareza imediata é crítica.
"Para usufruir dos serviços de acessibilidade disponibilizados no evento, dirija-se ao ponto de apoio mais próximo e apresente seu credencial. 🎪✨"
Linguagem formal, emojis desnecessários, verbo "usufruir" gera fricção em leitura assistiva. Cada emoji é lido em voz alta pelo leitor de tela.
"Para usar os serviços de acessibilidade, vá até o ponto de apoio mais próximo e mostre seu credencial."
Linguagem direta, sem emojis, verbos simples "usar" e "mostrar". Funciona em qualquer leitor de tela sem quebrar o ritmo da leitura.
A estratégia foi redesenhada para priorizar clareza, leitura fluida por tecnologias assistivas, objetividade e acolhimento real — sem excesso visual ou linguagem performática.
Em um festival com mais de 700 mil pessoas por edição, o projeto ajudou a reduzir barreiras de acesso à informação para o público PCD por meio de uma experiência conversacional mais clara, autônoma e acessível.
A iniciativa consolidou a acessibilidade conversacional como parte da experiência digital do evento, não apenas como suporte complementar.
Este projeto demonstrou que acessibilidade conversacional exige uma abordagem específica de design: fluxos mais curtos, linguagem neutra de emojis, estruturas escaneáveis e respostas validadas com usuários reais que utilizam tecnologia assistiva.
A pesquisa revelou que as principais dores não estavam apenas na disponibilidade de recursos, mas na dificuldade de acessar informações críticas com rapidez e autonomia. A partir de entrevistas e validações, mapeamos fricções relacionadas a mobilidade, localização, leitura assistiva e sobrecarga cognitiva.
Toda a arquitetura de conteúdo foi construída com foco em acessibilidade cognitiva e leitura assistiva. Mensagens mais escaneáveis, sem emojis e com baixa ambiguidade textual, priorizando compreensão imediata em diferentes contextos de uso.
O treinamento conversacional exigiu curadoria de intenções baseada em linguagem real dos usuários, considerando diferentes formas de pedir ajuda e relatar limitações durante o festival. Refinamos respostas e fluxos para reduzir falhas de interpretação em cenários críticos de acessibilidade.
Realizamos testes A/B com pessoas com deficiência real — auditiva, visual e motora — para validar clareza textual, funcionamento em leitores de tela e fluidez dos fluxos. As principais decisões de redesign vieram diretamente das sessões com usuários PCD.
Quando pensada desde o início como eixo central do design, a acessibilidade melhora a experiência para todo o espectro de usuários. Linguagem clara beneficia a todos.
O que parece uma decisão de tom de voz — usar ou não emojis — tem impacto direto na funcionalidade de leitores de tela. Cada emoji é anunciado em voz alta, quebrando o ritmo e a compreensão.
Em um festival com 700 mil pessoas, o ruído, a ansiedade e a urgência tornam qualquer fricção conversacional muito mais crítica. Clareza e velocidade salvam experiências.
Nenhuma heurística substitui testar com pessoas que usam tecnologia assistiva no dia a dia. As principais decisões de redesign vieram diretamente das sessões com usuários PCD.
Time Brasil, Lacta × IA, Evycore e outros projetos.